sábado, 7 de novembro de 2009

Filhos do Linux: será que eles se dão bem com o Windows?





No Linux, ele é fera. Brinca com os mais diversos jogos, assiste a filmes, faz pesquisa para a escola, opera o editor de imagens, navega na internet sem medo e seleciona os principais sites no browser. Tudo de uma forma que muita gente grande não sabe fazer! Mas quando o assunto é Windows... as caras de tranquilidade se transformam em cara de preocupação. Marcelo é daquele tipo de criança que praticamente nasceu em frente ao computador. E nem faz tanto tempo assim, afinal ele tem só nove anos... Mas na casa dele, sempre teve máquinas com o Ubuntu instalado. O irmão, Pedro, está um pouco mais acostumado com este visual. Já brincou com o Windows na casa de amigos, mas ainda assim, não faz muita idéia de como mexer neste sistema operacional. Esta é a primeira vez que eles ficam cara a cara com o Windows, e hoje, vão precisar se virar sozinhos!

“No Linux é fácil, mas eu não sei como o meu pai sabe mexer tanto assim no Windows. É mais difícil, tem várias coisas diferentes desse aqui para o outro (Linux)”, conta Marcelo da Silva Leal Júnios, de 9 anos.

Primeira dificuldade: conectar à internet. A rede na casa de Marcelo está aberta, sem senha. No Ubuntu, a conexão se daria automaticamente, e o computador já estaria pronto para navegar. No Windows, a história foi um pouco diferente. E Marcelo, expert em Linux, teve que pedir ajuda para algo que a maior parte dos usuários Windows estão cansados de fazer. E é pergunta que aparece de um lado da tela, pedidos para clicar no botão “OK” de outro, janela para selecionar a opção correta aqui embaixo.... Marcelo começa a se irritar com tanto questionamento do sistema operacional!

“O Linux não pergunta tantas coisas como este aqui (Windows)”, analisa Marcelo.

Essa é uma das críticas que os adeptos do Linux mais fazem à plataforma de Bill Gates. No sistema livre, as coisas costumam acontecer de forma direta, sem questionamentos ao usuário. Ou pelo menos, é essa a intenção.

“Ele tiraria todas essas perguntas daqui”, diz o garoto.

Hora de desenhar. E quem é que não sabe mexer no Paint, do Windows? Olha... o Marcelo custou para colorir só uma parte da janela! Até ele se entender com as ferramentas, lá se foi um tempinho! E pensar que noo começo da matéria, que ele operou com maestria um programa muito mais elaborado que este aqui... As dificuldades com relação ao Windows já começam a aparecer na escola onde ele estuda. Por lá, todas as máquinas são equipadas com o sistema das janelas. Você acha que ele se sente intimidado pelos colegas? Que nada!

“Eles passaram mais tempo com esse computador aqui, e aí eles já sabem melhor”.

Ah, o Pedro também tem algo a dizer sobre o Windows. No caso dele, o teste chegou ao fim quando o garoto encontrou a aba de “Jogos”. E dali ele não saiu mais! Ainda assim, o novo sistema operacional não parece ter convencido a criança...

“Os jogos não são mais legais do que o do Linux. Se eu pudesse escolher, eu ia escolher o Linux”, aponta Pedro Naimayer Leal, de 7 anos.

Lição tirada após toda essa história? O melhor sistema operacional é aquele com o qual estamos acostumados. Seja Mac, Windows ou Linux, cada um deles tem seus lados positivos e negativos. Você deve ter acompanhado aqui, no Olhar Digital, as outras matérias em que colocamos usuários Windows usando pela primeira vez o Mac, ou os usuários Windows usando pela primeira vez o Linux. O resultado foi sempre parecido. Dificuldades básicas incomodam no primeiro momento, e só após buscar ajuda é que elas foram solucionadas. Se você ainda não assistiu as outras experiências, acesse agora os links do início desta matéria.

fonte:www.olhardigital.com.br